Caso conduzido por advogados locais vai definir como crimes ambientais serão julgados em todo o Brasil
Supremo Tribunal Federal paralisou processos parecidos em todo o país até decidir se crimes contra espécies em extinção devem ser julgados pela Justiça Estadual...
Um processo judicial que começou bem aqui, na comarca de Joaçaba, acaba de ganhar proporções históricas e vai impactar todo o sistema de justiça brasileiro. O Supremo Tribunal Federal (STF) selecionou um caso conduzido por um escritório de advocacia joaçabense para definir uma regra nacional sobre o julgamento de crimes ambientais.
O STF reconheceu que o caso possui “repercussão geral”. Em termos simples, isso significa que a decisão que os ministros tomarem neste processo específico de Joaçaba servirá como um “guia obrigatório” para todos os juízes e tribunais do país em situações semelhantes.
O que está em jogo?
O grande debate que o STF vai resolver é uma questão de competência: se uma pessoa comete um crime ambiental contra um animal ou uma planta que está na lista de espécies ameaçadas de extinção, quem deve julgar esse crime? A Justiça Estadual ou a Justiça Federal?
Essa definição é crucial, pois muda completamente a estrutura de quem investiga (Polícia Civil ou Polícia Federal) e de quem processa e julga essas infrações em todo o território nacional.
O caso em questão começou em Joaçaba e foi parar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que entendeu que a Justiça Estadual não tinha competência para o julgamento, enviando o processo para a Justiça Federal. Diante da confusão que o tema gera em vários estados, o STF resolveu usar este caso catarinense para bater o martelo de forma definitiva (Recurso Extraordinário nº 1.577.260).
Processos paralisados em todo o Brasil
O impacto da decisão do STF foi imediato. Ao aceitar julgar o caso de Joaçaba, o Supremo determinou que todos os processos penais no Brasil que tratam desse mesmo assunto sejam suspensos temporariamente. A ideia é evitar que juízes deem sentenças diferentes enquanto o STF não define a regra oficial.
Ficaram de fora dessa paralisação apenas as investigações que ainda estão no começo e os processos onde os réus estão presos provisoriamente.
Atuação da equipe de Joaçaba
A defesa que levou essa importante discussão até a mais alta corte do país é conduzida pelo escritório Alencar & Martinazzo Advogados, de Joaçaba. A equipe que atua no processo é formada pelos advogados Marco Antonio Vasconcelos Alencar Junior, Bruno Martinazzo, Larissa Roceti, Anderson Fedatto e Darlan de Lima.
Para os profissionais locais, o reconhecimento do STF mostra a imensa relevância do tema. A decisão final trará segurança jurídica e vai orientar o trabalho de juízes, promotores e órgãos ambientais de norte a sul do Brasil.
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